Blumenau mapeia 43 espécies de árvores raras no Horto Botânico Edith Gaertner

26 de fevereiro de 2026
Postado por: Alexandre

O espaço também recebeu uma estátua em bronze do “Manneken Pis”, uma réplica do famoso símbolo de Bruxelas, na Bélgica.
A Prefeitura de Blumenau, por meia das secretarias de Cultura e Relações Institucionais (SMC) e de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), concluiu a fase de identificação das árvores do Horto Botânico Edith Gaertner, localizado junto ao Cemitério dos Gatos. O projeto faz parte da revitalização do espaço visitado por moradores locais, turistas e estudiosos em geral. Nesta primeira etapa, 49 árvores foram mapeadas, sendo que 43 já estão identificadas, sobretudo as palmeiras, pelo valor histórico, pelo interesse acadêmico e por ser especialidade do fundador da cidade, Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau. Placas com os nomes das árvores, algumas centenárias, foram fixadas para a orientação dos visitantes que percorrem as trilhas. O surgimento do horto às margens do Ribeirão Garcia remonta ao século 19, quando foi utilizado pelo próprio fundador da cidade para pequenos experimentos botânicos. Dentre as espécies plantadas por ele está o Ginkgo Biloba, frequentemente referido como um “presente da China” ao mundo e conhecido em alguns locais como nogueira-do-japão ou árvore-avenca. Outro destaque identificado no local é um Cipreste Alemão plantado em 24 de dezembro de 1864, durante uma ceia de Natal com a presença de Victor Gaertner e o Pastor Rudolf Oswaldo Hesse.  Também constam no mapeamento bambus da Índia e palmeiras imperiais, algumas trazidas pelo Dr. Blumenau, que planejava plantar bambuzais às margens do Rio Itajaí-Açu. “É incrível imaginar que figuras proeminentes da história de Blumenau como o próprio Doutor Blumenau, além de Fritz Müller e Emil Odebrecht não só andaram por este bosque, como plantaram a partir da metade do século 19. A identificação das árvores é um presente ao visitante e nos traz muitas reflexões sobre a observação científica dos imigrantes que vieram para esta terra”, comenta o secretário municipal de Cultura, Sylvio Zimmermann. “Talvez o local tenha se tornado conhecido pelo Cemitério dos Gatos, mas são as espécies exóticas e nativas que fazem dele um espaço único e especial”, complementa. Jardim familiar O terreno onde está o horto também pertenceu à família Gaertner. O nome da área é uma homenagem à atriz e sobrinha-neta do Dr. Blumenau, Edith (1882-1967), que dedicou os últimos anos de vida à fotografia, ao cuidado do jardim e aos gatos de estimação. Após a morte, ela deixou a residência e o terreno dos fundos (o jardim) para o município com o objetivo de preservar esse patrimônio. A municipalidade preservou no espaço as lápides onde os gatos de Edith eram sepultados, no “Cemitério de Gatos”. No final dos anos 1960, o local abrigou um minizoológico com algumas espécies de aves e de animais de pequeno porte, que mais tarde, em 1983, foi desativado em decorrência das cheias. O espaço também recebeu uma estátua em bronze do “Manneken Pis”, uma réplica do famoso símbolo de Bruxelas, na Bélgica. A obra é do escultor Miguel Barba. Além dessa obra de arte, o horto possui um busto de Edith Gaertner e, em 2015, recebeu esculturas de oito gatos estilizados, com o propósito de valorização do espaço, além de outras esculturas de gatos estilizados, que representam o amor de Edith pelos animais. A diretora do Arquivo Histórico José Ferreira da Silva, professora Sueli Petry, ressalta a importância da classificação e identificação das espécies de palmeiras raras e árvores originárias de pontos distantes, trazidas pelo Dr. Blumenau e por ele plantadas. “Historicamente os terrenos que integram o horto eram propriedade do fundador. Foram projetados dentro do contexto da área urbana da Blumenau Colônia. Nas proximidades, faziam parte deste conjunto, as residências do diretor Hermann Blumenau, do vice-diretor Hermann Wendeburg e do cônsul Victor Gaertner, sobrinhos de Blumenau. É importante que se registre que esse espaço é o último modelo colonial do século 19 que não perdeu as suas características originais”. As preciosidades nas trilhas do Horto Botânico Edith Gaertner Espécies arbóreas mapeadas: 49 Árvores identificadas: 43 Árvores em fase de identificação: seis 1 – Cupania vernalis/Camboatá-vermelho 2 – Eugenia brasiliensis/Grumixameira 3 – Nectandra membranácea/Canela 4 – Plinia cauliflora/Jabuticabeira 5 – Plinia cauliflora/Jabuticabeira 6 – Camellia japônica/Camélia 7 – Eugenia uniflora/Pitangueira 8 – Coffea arábica/Cafeeiro 9 – Ceiba speciosa/Paineira 10 – Eugenia brasiliensis/Grumixameira 11 – Euterpe edulis/Palmiteiro-juçara 12 – Libidibia férrea/Pau-ferro 13 – Rhapis excelsa/Palmeira-ráfia 14 – Eugenia brasiliensis/Grumixameira 15 – Bambusa vulgaris/Bambu 16 – Citharexylum myrianthum/Tucaneira 17 – Myrsine coriacea/Capororoca 18 – Cupressus funebris/Cipreste 19 – Pseudobombax majus/Embiruçu 20 – Tabernaemontana catharinensis/Jasmim-pipoca 21 – Ceiba speciosa/Paineira 22 – Ginkgo biloba/Ginkgo 23 – Albizia lebbeck/Faveiro 24 – Cupressus funebris/Cipreste 25 – Cabralea canjerana/Canjerana 26 – Plerandra elegantíssima/Arália 27 – Cycas circinalis/Palma-de-ramos 28 – Plinia cauliflora/Jabuticabeira 29 – Livistona chinensis/Leque-chinês 30 – Cupania vernalis/Camboatá-vermelho 31 – Dypsis lutescens/Palmeira-família 32 – Araucaria angustifólia/Araucária 33 – Agathis robusta/Pinheiro da Nova Zelândia 34 – Euterpe edulis/Palmito-juçara 35 – Syagrus romanzoffiana/Coqueiro-jerivá 36 – Ficus gomelleira/Figueira-brava 37 – Ceiba speciosa/Paineira 38 – Campomanesia reitziana/Guabiroba-crespa 39 – Bambusa vulgaris/Bambu 40 – Roystonea oleracea/Palmeira imperial 41 – Citharexylum myrianthum/Tucaneira 42 – Tibouchina granulosa/Quaresmeira 43 – Tibouchina mutabilis/Manacá-da-serra
Categoria: Meio Ambiente
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