Pix tem novas regras para recuperação do dinheiro de vítimas de golpe

25 de novembro de 2025
Postado por: Alexandre

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Vítimas de golpes envolvendo o Pix já contam com mais um reforço para recuperar recursos perdidos nas fraudes. Entraram em vigor neste domingo (23) as novas regras do Banco Central que ampliam a possibilidade de devolução do dinheiro desviado.

De acordo com a instituição financeira, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) vai perseguir o “caminho do dinheiro” em fraudes, golpes ou coerções no Pix, indo além da primeira conta para qual os recursos das vítimas são transferidos.

A nova função está disponível para uso facultativo dos bancos a partir de hoje – e será obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.

As fraudes no Pix causaram prejuízos de R$ 4,941 bilhões no acumulado de 2024, mostram dados do Banco Central obtidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O montante é 70% superior ao observado em 2023, quando foram registradas perdas de R$ 2,911 bilhões por causa de fraudes no sistema de pagamentos.

Atualmente, a devolução dos recursos é feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, normalmente, conseguem retirar rapidamente os recursos dessa conta e transferi-los para outras contas. Assim, quando o cliente faz a reclamação é comum que essa conta já não possua fundos para viabilizar a devolução.

Fonte: InfoMoney

Banco Central expande mecanismo de devolução de recursos em caso de fraudes no Pix

O Banco Central aprimorou o mecanismo que permite a devolução de recursos em caso de fraudes no Pix. Nesta quinta-feira, o órgão informou que o Mecanismo Especial de Devolução (MED) vai perseguir o “caminho do dinheiro” em fraudes, golpes ou coerções no Pix, indo além da primeira conta para qual os recursos das vítimas são transferidos. A nova função estará disponível para uso facultativo dos bancos a partir de 23 de novembro e será obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.

Atualmente, a devolução dos recursos é feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, normalmente, conseguem retirar rapidamente os recursos dessa conta e transferi-los para outras contas. Assim, quando o cliente faz a reclamação é comum que essa conta já não possua fundos para viabilizar a devolução.

“O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes.”

Além disso, a partir de 1º de outubro, todas as instituições que participam do Pix vão ter de disponibilizar no ambiente do Pix em seus respectivos aplicativos uma funcionalidade para que a operação seja facilmente contestada, sem necessidade de interação humana.

“O autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”, explica o BC.

Categoria: Economia, Especial
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